Como Avaliar a Qualidade de Um Cinto

Cintos são geralmente uma parte do outfit bastante negligenciada.

Conseguem-se arranjar baratos e se comprar barato até consegue comprar mais do que um e assim complementar mais outfits.

No entanto um cinto barato estraga-se com relativa facilidade e um cinto gasto na zona por onde passa o dente da fivela dá um aspeto péssimo e nada favorável.

Neste artigo pretendo ajudá-lo a identificar um cinto de boa qualidade para quando chegar a altura de adquirir um novo, não gastar dinheiro em peças que não valem a pena.

 

Tipos de Cintos

  • Casuais – não vou aprofundar aqui porque num outfit completamente informal uma fivela extravagante, um material fora do comum, seja o que for, pode resultar a complementar perfeitamente o seu conjunto. Essa não é a temática do Bom Homem e portanto passarei a frente.
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Um cinto casual, o mais antigo que tenho, com 10 anos de uso.
  • Clássicos – nos cintos mais clássicos vamos dividi-los pelo material de que são feitos.

Os cintos clássicos podem ser feitos de canvas ou de pele.

Canvas

Os de canvas são mais casuais e podem ser entrelaçados ou lisos.

São bastante versáteis para outfits mais casuais mas mesmo que o seu outfit seja um pouco mais mais para o business casual, dependendo do setting, ainda os poderá utilizar.

Existem vários tipos de fivelas, com um gancho ou mais, ou até sem ganchos. Num outfit casual qualquer tipo é aceitável. Em ambientes mais formais apenas um fivela de 1 dente será aceitável.

Pele

Num cinto de pele é necessário ter em atenção um certo número de coisas para se fazer uma compra informada.

Os cintos  de pele podem ser feitos de várias formas e a mais barata é simplesmente ter uma tira de pele (real ou sintética)  com furos numa ponta e a fivela noutra.

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Acaba por sair barato mas também fica com um artigo que se deforma com facilidade, são muito flexíveis mas é só. Podem ter uma tira mais grossa para evitar que se deformem rapidamente mas depois fica pesado, pouco flexível e acredite que se vai deformar na mesma.

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Cinto clássico simples, duas tiras coladas.

 

A segunda opção é colar duas tiras finas de pele e pintar os lados de fora, as extremidades. Fica com um cinto mais flexível e um pouco mais resistente à deformação. Com esta construção os detalhes vão ditar a sua qualidade. Verifique que a pintura nos lados foi bem feita e não pintada às três pancadas.

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Já está a deformar, a costura é de decoração, não está a coser as duas tiras uma à outra.

Por vezes estes cintos poderão ter para além de coladas as duas tiras, também cosidas uma à outra de forma a prolongar ainda mais a sua duração. Penso que relação qualidade preço é neste método de construção o mais elevado. É uma tentava de trazer o método mais caro e misturá-lo com outro mais barato para tentar criar um produto com uma qualidade superior à da média de mercado.

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Reparem nas costuras.

O último método de fabrica de cintos, e que é também o mais dispendioso e que dará origem à maior qualidade no produto será o tira dobrada.

A tira de cabedal, bastante longa (consoante também o tamanho) é dobrada sobre si, cosida uma à outra com costuras apertadas e depois pintada nos lados. Estes cintos costumam ser os de mais alta gama, e só os encontrará a preços para cima da centena de euros.

Qualidade do Cabedal

Quando estiver com o artigo na mão, dobre o cinto e veja a pele fica com rachaduras, marcas ou outras imperfeições imediatamente. A pele deverá com o tempo ganhar marcas de uso mas nunca imediatamente.

A flexibilidade é importante mas a capacidade do material em manter a sua forma também é deveras algo a ter em conta.

Fivelas

Gosto de pensar que desde que funcione é quanto baste. No entanto se for mais excêntrico ou amante da consistência poderá sempre tentar conjugar a cor dos metais dos seus acessórios, como laneis e relógios.

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Diferentes fivelas.

Para além das fivelas com um dente, as mais usuais, existem também umas que não funcionam com furos no seu cinto, mas sim com um sistema de micro-ajustamento, que alegadamente funciona muito bem.

Notas finais

Outro aspeto que poderá querer ter em conta são os cintos reversíveis. Isto é, cintos com uma cor de um lado e outra cor do outro.

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O mesmo cinto, duas cores diferentes.

Habitualmente pretos e castanhos, estes cintos até podem custar um pouco mais do que os outros mas poderão ser um bom investimento. Tenho um, mas não há tempo suficiente para dizer se o mecanismo que permita que a fivela roda aguentará o teste do tempo.

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Vamos ver quanto tempo dura.

Agora já sabe como olhar para um cinto com olhos críticos para a sua qualidade. Assim conseguirá escolher um artigo que lhe durará muito mais tempo e que será um melhor investimento para o seu dinheiro, que é isso que pretendo com o Bom Homem.

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